quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

MEU, SEU , NOSSO ?

Os substantivos tão utilizados possessivos são quase subterfúgios para uma cega realidade egoísta e mesquinha que nos cerca. Oque é meu, seu e nosso é realmente mais importante doque fazer o que é certo ? Por exemplo, hoje em dia as pessoas fazem tanta questão de dizerem sua opinião, ou de possuírem sua marca favorita de desodorante e asfixiam pessoas com sua brutalidade insensível ao se mostrarem mais "fortes" ou mais "capazes" doque outrem. Exemplo , uma pessoa que discrimina a outra por ter uma parte do corpo maior ou menor , e diz que age mais próxima com a verdade dessa forma. Será que essa pessoa já parou para pensar que a realidade é muito mais doque o corpo? Que a realidade é muito mais ampla e complexa doque seu ponto de vista medíocre? Ou ainda manter sua própria opinião a respeito de um ponto de vista é mais importante doque ganhar uma amizade , ou de demonstrar seu respeito à vida? Oque realmente estamos fazendo aqui? Competindo uns com os outros para ver quem é o mais bonito, ou quem é o mais avantajado ? Oque queremos provar tendo mais doque outras pessoas e ainda sentindo um vazio idescritível ? Será que cuidando apenas da "nossa" família nos sentimos realmente completos? Aí, depois de desfrutarmos a vida com luxúria e vaidade, queremos entender a razão de existência de tanta criminalidade. Queremos que "nossos" filhos desfrutem uma vida com paz e tranquilidade , criando uma sociedade totalmente amedrontadora e desigual, aonde a competição é exaltada , e a humildade e simplicidade depreciadas.
Será que a culpa de nossos problemas está naquele líder espititual que rouba o seu povo?(por que a sociedade em que criamos dá valor realmente a outros tipos de prioridades, esportes, entretenimentos, jogos e coisas do tipo) Ou será que fomos nós mesmos quem invertemos os valores? Será que não nos despojamos da admiração à virtude de caráter? O importante é CURTIR a vida! Beber até cair e se mostras socialmente aceitável . Realmente estamos mesquinhos e inacreditavelmente banais.

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